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Vidro de Controle Solar: a solução para o conforto térmico na arquitetura

05/01/2013

 Vidro de Controle Solar: a solução para o conforto térmico na arquitetura

Vidro de Controle Solar: a solução para o conforto térmico na arquitetura

Os modelos globais do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) têm mostrado que até 2100 a temperatura global pode aquecer entre 1.4 e 5.8 graus Celsius e dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) já apontam para valores acima da normal climatológica em quatro das cinco regiões do Brasil; uma realidade que causa o aumento de consumo de energia e das emissões de carbono. Tendo este cenário em vista, arquitetos e engenheiros já buscam soluções para encarar as mudanças climáticas e os vidros de controle solar aparecem como uma das boas opções para a construção civil.

Com a função principal de filtrar os raios solares por meio da reflexão da radiação, de forma seletiva, os vidros de controle solar entram no mercado para atender projetos que necessitem de um envidraçamento capaz de barrar o calor sem afetar a iluminação recebida.

Isso se deve à crescente utilização do vidro na arquitetura contemporânea. Seja em telhados, coberturas ou fachadas, é fato que as áreas envidraçadas estão cada vez maiores, não somente em espaços públicos e edifícios, como também em residências. Consequência direta dos benefícios do material que, entre outras vantagens, permite iluminação natural, reduz a utilização da luz artificial, promove a interação das pessoas com o meio externo, atua como barreira aos raios ultravioletas (UV), traz segurança, reduz a entrada de ruídos e de calor e é 100% reciclável, sendo grande aliado da sustentabilidade.

O vidro de controle solar é formado a partir da deposição de camadas de óxidos que filtram os raios solares, reduzindo deste modo a passagem dos raios UV e infravermelhos, “quando a luz do sol chega aos vidros, uma parte desta ‘energia’ é refletida, outra parte é absorvida e outra passa direto. A relação entre estas partes varia de acordo com a cor e o tipo de vidro, por isso existem diferentes tipos de vidros de controle solar e cada um atende uma necessidade”.

“Com o avanço da tecnologia, hoje temos vidros capazes de barrar até 80% do calor, com uma entrada de luz acima de 40%, o que para o mercado brasileiro é considerado uma boa quantidade de luz, pois o país tem o dobro de incidência do hemisfério norte. Desta maneira os vidros podem contribuir substancialmente para a redução de calor no ambiente deixando-o iluminado, sem agredir o meio externo ou promover o ‘enclausuramento’ de seus ocupantes, o que reflete em uma grande economia de energia elétrica”, afirma o engenheiro.

Pode-se encontrar no mercado diferentes tipos de vidro de controle solar: coloridos, refletivos e de baixa reflexão, sendo que estes últimos se dividem em seletivos e de alta seletividade. A definição do mais adequado para cada projeto vai depender de alguns fatores, como a escolha da cor e o tamanho da área envidraçada, seguidos pelo desempenho térmico e luminoso desejada.

 

O desempenho final obtido resultará do balanceamento entre a transmissão luminosa (TL%) e o fator solar (FS), índices que traduzem as diferenças e as características de cada produto. O local de aplicação do material (contemplado pela norma técnica NBR 7199) também indicará se ele deverá ser monolítico, temperado, laminado ou insulado; e as necessidades de desempenho se ele deverá ser combinado com outros vidros, agregando funcionalidades como isolamento acústico, autolimpeza e segurança.

Os locais mais indicados para a utilização dos vidros de controle solar são fachadas, coberturas, sacadas, portas e janelas, ou seja, aplicações externas onde há grande incidência de raios solares.

País Tropical

Nos países de clima tropical como o Brasil, mesmo nas regiões mais frias, não se pode deixar de lado os cuidados com os raios solares. De norte a sul do país, os vidros de controle solar são boas opções quando a necessidade é segurança e economia.

 

Em regiões de clima frio, como o Sul do país, os vidros de controle solar seletivos (com camada baixo emissiva), que podem ser aplicados em vidros insulados – também conhecidos como duplos -, por exemplo, conservam o calor dentro do ambiente e isolam o frio do exterior, deixando que apenas os raios luminosos entrem. Já nas regiões de clima quente, como é o caso do Norte e Nordeste, consegue-se reduzir a entrada de calor, recebendo apenas a iluminação que vem de fora e evitando que o ar condicionado do interior saia, gerando economia de energia.

Tipos de vidro:

Colorido: vidros float que recebem na sua composição a adição de alguns minérios que dão a coloração final ao vidro. Por ter sua massa colorida, eles absorvem parte do calor incidente em sua superfície e, com isso, diminuem a entrada do calor para o ambiente interno.

Refletivo:  vidros de controle solar com aspecto refletivo que conseguem barrar uma boa quantidade de calor, mas, por sua característica de alta reflexão, têm em geral uma baixa transmissão luminosa. Por barrarem a entrada de calor em detrimento a entrada de luz, é considerada vidros de baixa ou média seletividade. Sua utilização garante ampla economia de energia, além de garantir uma temperatura mais amena nos ambientes não climatizados e um aspecto moderno e privativo nos edifícios. 

Baixa reflexão: vidros que conseguem agregar todos os aspectos de sustentabilidade, pois barram a entrada de calor ao mesmo tempo em que mantêm uma boa transmissão luminosa.

Por serem bastante claros, permitem boa interação entre os ambientes internos e externos.

Podemos separar os vidros com baixa reflexão entre:

A) Seletivos: têm um bom balanço entre o quanto barram de calor e o quanto deixam entrar de luz natural. Em geral permitem níveis ótimos de transmissão luminosa, mas ao mesmo tempo não deixam muito calor entrar no ambiente, o que garante um menor consumo no ar condicionado.

B) Alta seletividade: vidros que conseguem barrar uma quantidade de calor semelhante aos vidros mais refletivos, ao passo que permitem um nível perfeito de transmissão luminosa, garantindo um consumo energético mínimo ao edifício. Além disso, mantêm a neutralidade natural do vidro, e permitem uma ótima interação entre os ambientes internos e externos.

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